Versailles

VersaillesVou pular um pouco a viagem porque foi no Castelo de Versailles que pensei nisso pela primeira vez. Depois falo da chegada de Paris e das primeiras impressões sobre a cidade.

Não sei direito como explicar, mas no Castelo de Versailles, fiquei deprimido. Sabe aquela depressão leve, que não sabemos de onde vem nem o motivo? Era isso. Não sei se pelo excesso ou o que. Hoje, no d’Orsay, olhando para um dos lados vi mais uma escultura, entre MILHARES de outras. Resolvi dar uma olhada na plaquinha: Rodin. É assim todo dia, estamos andando na rua e de repente aparece uma construção com mais de 600 anos, uma escultura que normalmente fica dentro de um museu, exposta no meio de um parque. Imaginem estar correndo da redenção (exercício, não assalto) e dar de cara com uma escultura de mais de 200 anos.

A cultura é algo natural aqui, vem de berço. Olhem nas fotos, em todo lugar que vamos há dezenas de crianças, todos os dias, desenhando e pintando sentados em frente a obras dos maiores mestres da arte. Eles crescem em meio a isso, é o dia a dia deles. Crescem ouvindo nas aulas que aquele quadro que desenharam para a mãe era de um pintor tal, que sentia tal coisa, que passava por tais situações. História da arte é diária aqui. Não são mais ou menos ricos, apenas respiram um “ar” mais adequado a este tipo de crescimento cultural.

Dá vontade de ficar por aqui, de poder proporcionar um pouco disso tudo aos nossos filhos. Não é deslumbre de turista pois o que dá vontade não é de ficar por conta das coisas mas sim pelo estilo de vida, não apenas diferente mas também culturalmente mais propício ao crescimento. Simplesmente não há como deixar essas coisas passarem desapercebidas, elas são ostensivas, estão em todo o lugar.

Em cada lugar que vou faço cálculos. Quanto custa isso? Quanto custaria por mês? Como iria do ponto A para o ponto B? Qual bairro seria interessante para morar? Onde ficam os supermercados e quais os preços neles? De quanto em quanto tempo teria que voltar ao Brasil para os negócios continuarem andando direitinho? Que estrutura precisaria montar no Brasil para poder me manter na Europa, ganhando em reais e gastando em Euros? Quanto isso implicaria nos planos de crescimento do patrimônio e de aposentadoria? Que tipo de vida levaria aqui? Como seria o dia a dia.

Muitas coisas na cabeça, todas idéias girando ao mesmo tempo.

5 pensamentos em “Versailles”

  1. Oi Fabrício,

    Sempre que vou à uma cidade também fico calculando as mesmas coisas. 😀 hahahah Terrível hein. 😛

    Sim, tive a mesma impressão quando fui à Alemanha. Meu queixo ficou em estado de “ficar caído” o tempo todo. Esta (viver a cultura) é apenas uma das diferenças da Europa para os outros lugares: eles construíram elementos culturais ao longo dos séculos e souberam ‘recordar e viver’ esta cultura, não a esqueceram. É absurdo o tanto que esse povo investe em museus, por exemplo. 🙂 hehehh

  2. Rá, parabéns, aconteceu o mais prevísivel: se apaixonou pela Europa!!! 😛

  3. Bem, é perfeito mesmo. Mas pessoas como você, devem estar aqui no Brasil. Auxiliando mais pessoas aprenderem a ter uma vida melhor, ajudar no crescimento desse país que precisa tanto de jovens com um objetivo definido como é o caso de vocês. Curtam muito, voltem outras vezes e vá para outros lugares, se apaixone. Mas as raízes são daqui!

    Até Fabricio!

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