O gato no mosteiro

Um gato apareceu no mosteiro durante a meditação de fim de tarde. Subia nas pessoas e esfregava-se nas pernas delas, distraindo todo o grupo. Passou a fazer isso todos os dias, e alguém precisava interromper a meditação para tirar o gato dalí. Como ele sempre voltava, resolveram nomear um guardião para o gato. Sua função era cuidar para que o bicho não atrapalhasse a meditação.

Um dia, muitos anos depois, o gato morreu. Sabe qual foi a primeira atitude do guardião? Pedir dinheiro para ir à cidade comprar outro gato.

Observe: um dia foi preciso nomear um guardião para cuidar do gato. Agora comprariam um gato para manter um trabalho desnecessário. Ora, se não é mais preciso ter guardião, não se compra mais gato! O ex-guardião poderia ser utilizado em outras funções, como cuidar do jardim, da limpeza do mosteiro, da comida ou zelar pelos textos sagrados. Faria algo novo em vez de ficar aprisionado a um hábito.

As pessoas tem a ilusão de que a bola pode mudar de rumo mesmo que ninguém faça nada. Se não houver mudança, porém, o destino seguirá seu caminho e se realizará sem que nada lhe seja acrescentado.

Você precisa ser o dono do seu destino. A única condição é que precisa tomar esta decisão agora!