Dicas

Recebi hoje um e-mail e respondendo a ele achei que outros poderiam se beneficiar com a resposta. Segue abaixo um pouco mais sobre minhas empresas, minha forma de pensar e várias coisas que aprendi com o tempo. Espero que sejam úteis a mais gente.

Olá Fabrício,

Gostaria que me disseste um pouco mais sobre seus negocios, quantos tem, quais são, quanto fatura com cada um deles, qual seu modo de trabalhar, e tudo mais, quaro ver se pego a manha do senhor, forte abraço, fico no aguardo,

Ivan Boldt

Oi Ivan,

Dispenso o senhor 🙂
Com 33 anos (minha idade atual), Senhor é aquele que sempre nos acompanha!

Falando um pouco sobre os negócios… Sou sócio de algumas empresas, entre elas um provedor de hospedagem de sites na Internet (www.openweb.com.br), um curso de inglês online (www.englishvox.com.br), uma representação da Rodobens (www.megacombo.com.br) e mais algumas coisinhas que ainda não são públicas. Com o provedor de hospedagem também indico as pessoas que desejam fazer páginas para um amigo (www.starbuck.com.br) mas não tenho participação na empresa dele. Já tive empresa de desenvolvimento de sites mas no momento não participo de nenhuma. Tenho ainda o site www.moedacorrente.com.br onde publico textos, artigos e pensamentos que auxiliem na busca da independência financeira.

Leio muito (desde o início do ano já lí 3 livros). As últimas leituras, apenas agora em 2006 foram:

– The Valley of Hearts Delight, com crônicas do Vale do Silício

Fale Muito Melhor do Prof. Reinaldo Polito, sobre comunicação, apresentação e falar em público

Heróis, Deuses e Monstros da Mitologia Grega, que apesar de ter mais de 200 páginas deu para ler em apenas 1 dia na praia. Tá certo que tudo que eu fiz nesse dia foi ler e brincar com minha sobrinha 🙂

Geralmente os livros são sobre vendas, independência financeira, auto ajuda do tipo busca do sucesso (Og Mandino, Napoleon Hill, Dale Carnegie), ficção (Duna, Senhor dos Anéis, Contato), histórias das grandes empresas de informática (IBM, Apple, Microsoft, HP, Leo) e dos grandes fracassos (Startup), e livros técnicos da minha área.

Quanto eu ganho em cada negócio é segredo 🙂 Mas as vezes é mais em um, as vezes mais em outro… O grande segredo é que a maior parte do dinheiro é reinvestido nos negócios. Assim eles crescem e com isso aumentam não apenas de valor, mas aumentam junto a rentabilidade. Imagina se é bom ter um negócio que fatura R$ 1.000 e tenha uma rentabilidade de 20%. Se esse mesmo negócio faturar R$ 10.000, já são R$ 2.000 de lucro todo mês. Agora se ao invés de só aumentar o faturamento 10 vezes eu ainda conseguir aumentar a rentabilidade para 25%, 30% ou até mesmo 50%, aí sim a coisa começa a ficar boa. No caso do provedor, minha rentabilidade é de mais de 80% do faturamento. Nessa empresa tenho apenas 1 sócio. Em outras nenhum, em outras mais de 5 sócios. A regra é que não existem regras.

Negócios demoram para ser desenvolvidos. Antes de 2 anos não tenho como se saber se um negócio vai vingar ou não. Baixo a cabeça e acredito que vai dar certo. Depois de 2 anos de trabalho árduo e nada de resultado, ou não nascemos para isso ou alguma outra coisa está sendo feita de forma errada. Tento descobrir o que é ao longo desses 2 anos. Geralmente acabo com o negócio se ele não apresentar indícios de sucesso depois de 2 anos.

Meu modo de trabalhar é trabalhar o menos possível. Isso dá para notar pela quantidade de e-mails que mando apenas para as listas de discussão. Participo de diversas listas e escrevo bastante em muitas delas. Procuro negócios onde consiga alavancar o melhor possível meu tempo. Muito esforço que exija pouco tempo é bom, mesmo que traga resultados financeiros apenas compensatórios. Pouco ou muito esforço que tome muito tempo é ruim, mesmo que traga resultados financeiros bons. Preciso do tempo para ler e me aperfeiçoar. Para conversar com as pessoas e trocar idéias e experiências. Para saber o que os outros fazem e dizer o que faço. Quanto mais gente eu ajudar, mais rápido eu atinjo meus objetivos.

Fora isso, tento me divertir e fazer o que gosto. Acredito que trabalhe menos do que poderia ou até menos do que deveria. Se bem que tem momentos em que mergulho no trabalho e esqueço de todo o resto. Estou tentando balancear melhor isso. Não gasto tudo que ganho e não tenho nem uma pequena parte de todas as coisinhas que gostaria de ter. Mas de vez em quando me presenteio bem. Já tive uma Harley, por exemplo. Duas, na verdade. Sonho de criança. Adorei meus anos com elas. Não tenho mais. Em parte por falta de tempo e vontade de sair para passear e em parte porque sem esses passeios constantes estava me incomodando ver todo aquele dinheiro empatado em cima de duas rodas. Foi bom enquanto passeava todos os fins de semana. Sempre tenho o notebook que tenho vontade de ter. Afinal de contas, trabalho com isso. Geralmente troco de notebook mais do que deveria e tenho dois ou mais.

Em compensação, não gasto muito com festas, não bebo, não fumo, não costumo ser muito consumista a não ser com brinquedinhos eletrônicos, mas estou aprendendo a me controlar aos poucos com isso também. Quero mas não tenho: iPod Video, Palm novo, Pocket PC, Notebook do tamanho de um palm, máquina fotográfica digital SLR, Audi, Mercedes, BMW… A lista é longa. Dá para ver algumas coisas mais na minha Wishlist da Amazon. Poderia ter várias dessas coisas, mas quando penso um pouco mais, muitas delas não parecem tão importantes assim.

Geralmente prefiro usar o tempo e o dinheiro para viajar com minha esposa. O que seria melhor: andar de BMW por uns 3 anos e depois vender por uns R$ 20.000 a menos do que paguei ou usar parte do dinheiro para andar com um carrinho 1.0 (ideal para a cidade) e gastar os tais R$ 20.000 que perderia com a compra e posterior venda da BMW para fazer o casamento dos sonhos? Ganhou o casamento, em maio de 2005. O que seria melhor depois disso, comprar a tal BMW ou usar o dinheiro economizado com isso para passear pela Europa? Levando em conta que eu ainda estou com meu carrinho 1.0, daqui a algum tempo acredito que ganhe a viagem pela Europa 🙂

E como o título é “Dicas”, segue a principal dica de todas, que eu aprendi ainda bem novo com meu pai e que é a base de todo o meu caminho financeiro. Dizia (e ainda diz) meu pai: “Tenha sempre um colchão de segurança no banco que tu nunca vais passar dificuldade na vida.” E geralmente ele acrescentava que o tal colchão de segurança, nos momentos em que não estivesse sendo usado com essa função de seguro, poderia ser utilizado para gerar mais segurança (dinheiro) ainda.

Acredito ter aprendido com meu pai. Espero que este texto ajude mais pessoas assim como me ajudou o fato de ter aprendido isso há algum tempo.

Abraço a todos,
Fabricio Peruzzo.

2 pensamentos em “Dicas”

  1. Fabricio

    Tuas dicas são valiosíssimas, teu site é demais.

    Obrigado,

    Nereu de Sá

    1. Valeu, Nereu. Principalmente porque fazia tempo que havia escrito este artigo e nem me lembrava mais dele. Foi bom ver que o tempo passou e as coisas que mudaram foram para melhor.

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